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No Brasil de 2025, nem sofrer em voz alta é permitido se você for homem.

Autoironia agora dá processo. Alexandre Corrêa, ex-marido da apresentadora Ana Hickmann, foi condenado a pagar R$ 60 mil de indenização por ter se chamado de corno. Sim, você leu certo: ele falou de si — e quem se sentiu ofendido foi o atual dela, Edu Guedes.
A Justiça aceitou o argumento de que a frase teria “atingido a honra” de Edu. E com isso, o país inaugurou um novo capítulo da delinquência lógica brasileira: o da autodepreciação masculina que fere terceiros seletivos.
O novo delírio judicial: ser processado por sofrer
Alexandre não cometeu crime. Ele simplesmente fez o que qualquer brasileiro faz entre amigos: desabafou com sarcasmo. Mas no tribunal, o deboche virou sentença.
“Corno” agora tem CPF?
A Justiça entendeu que, ao dizer que “foi corno”, Alexandre teria indiretamente ofendido o atual da ex. Isso mesmo. O atual se sentiu ofendido por um rótulo que o Alexandre usou para ele mesmo.
Ou seja, você se chama de palhaço, e o circo entra na Justiça. Você diz que foi traído, e quem se incomoda é o suposto substituto.
Homem agora precisa pedir autorização para desabafar?
Esse é o Brasil onde a dor masculina precisa de protocolo. Onde até a ironia sobre a própria humilhação vira “dano moral”.
Se ele tivesse quebrado tudo, surtado ao vivo, feito escândalo — talvez fosse compreendido. Mas como apenas ironizou a si mesmo, virou ofensivo.
Alexandre Corrêa: o primeiro corno judicialmente condenado
Ele não foi punido por difamar. Foi punido por sentir.
Não foi condenado por atacar. Foi condenado por falar sobre sua dor.
Alexandre não é um criminoso. É um alerta vivo:
Você pode se odiar em silêncio. Mas se disser em voz alta, prepare o bolso.
A nova censura tem endereço e sobrenome
No Brasil vitimista de toga, quem detém a “honra” é quem está em paz.
Quem desabafa é quem fere.
Quem sente é quem ataca.
E quem cala — esse sim é quem se salva.
No Brasil de 2025, até o corno tem que pagar pedágio emocional.
Autodepreciação masculina virou ataque à autoestima alheia.